Overwatch no beta de fim de semana

Se você acompanha o roguesBR no facebook deve ter percebido que fui convidado para o Beta do fim de semana, mas que na verdade não era bem fim de semana. Foi só sexta e sábado. Como eu trabalhei sexta e depois saí pra tomar uma breja, afinal sexta-feria é dia de rock  bebê, só me sobrou a madrugada da sexta (sim, eu joguei bêbado hue hue) e o resto do sábado depois do meio-dia (que foi a hora que eu acordei, rs) até a 01 hora da madruga, que foi quando  a Blizzard desligou os testes do fim de semana.

Acredito que pra quem é beta tester normal o jogo ainda está online e pode ser jogado, mas para meros mortais como eu já não é mais possível jogar Overwatch. Bem, pelo menos até que eles liberem outra onda de beta keys (#dedoscruzados). Falando em beta keys uma das coisas que achei  mais sem graça no beta do fim de semana foi o fato da Blizzard ter me convidado mas não ter convidado alguns dos meus amigos que sempre jogam comigo. Teria sido muito mais legal se eu pudesse ter jogado com um time fechado de 6 amigos.

Irei elencar abaixo as coisas que me chamaram mais atenção, porém é importante que você leve em consideração que os pontos expressados são única e exclusivamente minha opinião pessoal, além disso é válido saber que eu nunca fui jogador de jogos de tiro em primeira pessoa (FPS), nunca fui bom neles e nunca me interessei muito por esse gênero.

Overwatch é leve. Eu pensei que Overwatch seria muito mais pesado, fiquei até com medo de que meu notebook gamer, que já tem 1 ano de vida, não aguentasse rodar o jogo. Eu ainda não tinha verificado as configurações recomendadas para o jogo, mas ele funcionou muito bem e rápido no meu computador, tanto na configuração de vídeo High como na Ultra, não quis tentar a configuração mais top, a Epic. Também  acredito  que eles devam melhorar os gráficos antes de lançarem a versão definitiva que sai em 24 de maio, porém acredito que o impacto em termos de processamento não será tão grande. Pra quem ficou curioso, a configuração recomendada é essa aqui.

REQUISITOS RECOMENDADOS

Sistema operacional: Windows® Vista / Windows® 7 / Windows® 8 / Windows® 10 64-bits (Service Pack atual)
Processador: Intel® Core™ i5, AMD Phenom™ II X3 ou melhor
Vídeo: NVIDIA® GeForce® GTX 660, AMD Radeon™ HD 7950 ou melhor
Memória: 6 GB RAM
Armazenamento: 5 GB disponível no disco rígido
Internet: Conexão banda larga com a internet
Resolução: 1024 x 768 de resolução mínima

Overwatch é lindo. O jogo superou completamente minhas expectativas em termos de qualidade visual. Sério, as vezes eu ficava parado admirando os cenários, a riqueza de detalhes nas armaduras e vestimentas dos personagens, a quantidade de cameos dentro do jogo. Visualmente Overwatch é muito legal e, mesmo assim o cenário não atrapalha na sua habilidade de dar um tiro certeiro no inimigo. Nos poucos outros jogos de FPS que joguei os cenários e os próprios personagens eram tudo da mesma cor, sabe?! Em Overwatch é diferente, é mais colorido, o que deixa a imersão no jogo muito mais interessante.

A interface funciona bem  no jogo, mas podiam melhorar a interface do menu. Dentro do jogo o negócio é simples, a interface te mostra exatamente apenas o que você precisa saber, F1 vai te mostrar as habilidades do herói selecionado. H vai abrir a tela para trocar de herói. Os HUDs irão exibir somente o que o seu personagem tem e pode fazer. Simples e funciona muito bem. O problema está na interface fora do jogo. A Blizzard colocou tanta opção, tanta coisa, que ficou difícil pra eles organizarem isso. Você tem a parte de estatística do seu personagem separada da parte de configuração do jogador, mas que na configuração do jogador tem os personagens que você mais jogou. A interface fora do jogo é quase tão confusa quanto a do Dota 2, que pra mim é uma das piores interfaces que já vi.

Números e estatísticas são muito legais. Quem é que não gosta de saber como está jogando? Informar apenas quantas kills você tem e quantas vezes você morreu é coisa do passado. Em Overwatch você tem, durante cada partida ao apertar TAB, informações interessantes sobre o seu personagem. Eu gostava de olhar sempre quantas vezes matei e quantas vezes morri, óbvio, mas adorava saber também qual era o meu percentual de acerto de tiro. No começo meu percentual estava em torno de 20%, depois no final eu já estava perto dos 35%, ainda é muito baixo, quero treinar pra chegar perto dos 80%. Obviamente que o percentual é diferente pra cada herói. Esses valores que falei são para o Soldier:76, que foi o herói com que mais joguei. Essas estatísticas também aparecem ao final de cada jogo e podem ser conferidas fora de jogo, no menu de personagens que você jogou.

Os controles são simples e fáceis. Em Overwatch não temos muitos botões pra apertar. O jogo foca mais na sua habilidade com mira e posicionamento de personagem do que em apertar 30 botões ao mesmo tempo numa sequencia aleatória que possa resultar em mais dano ao inimigo. Poucos personagens precisam apertar 1 e 2 pra trocar entre as diferentes armas, como acontece com a Mercy e Torbjörn, o restante é botão esquerdo pra atirar, botão direito algum tiro ou habilidade diferente, Q e E para habilidades extra e talvez Shift para alguns personagens. Tem também o o botão do melee, da porrada na cara, geralmente é o V ou um botão do mouse. É fácil dominar as habilidades e isso deixa o jogo legal porque logo de cara já é possível conseguir usar todas as habilidades dos heróis. Obviamente que utilizá-las efetivamente requer prática.

Os personagens são fantásticos. Essa é a chave do jogo. Os personagens são interessantíssimos. Lembrando que joguei em inglês, não sei como está a dublagem/localização do jogo em português. A Tracer tem sotaque britânico, o Soldier:76 é um velho lobo de guerra, o Reinhardt tem um sotaque e jeitão claramente russo (alguém faz uma briga dele contra o Zangief, iria ser irado!). Você se apega a personalidade desses heróis, então jogar com eles é mais do que simplesmente escolher o “cara da bazuca”, ou “o cara do sniper”. Você quer jogar com eles pela empatia que temos com eles. Eu joguei com quase todos heróis, mas o Solider 76 e o Reinaldo (vulgo Reinhardt) são meus preferidos.

A necessidade de trabalho em equipe é valorizada. Essa aqui é pra quem joga Heroes of the Storm e acha ruim porque não consegue ser carrier que nem no Dota 2 ou League of Legends. Assim como no Heroes of the Storm, em Overwatch o trabalho em equipe é super valorizado. Você até consegue matar alguém no 1×1, mas é pouquíssimo provável que você consiga levar a melhor num 1×2. Claro, se você for o mago do FPS e for muito rápido e certeiro talvez você consiga, mas eu não vi isso acontecer em nenhum momento nos jogos em que participei. Jogar sozinho enfraquece o seu time e fortalece o time adversário, caso eles estejam jogando  em equipe. A combinação de tank+healer protegendo seus aliados enquanto atrapalha a equipe adversária é muito mais eficiente do que um sniper perdido por aí, na croca tentando matar desavisado.

A possibilidade de trocar de herói durante o jogo pode fazer toda diferença. Cada herói tem habilidades distintas, formas de jogar diferente e alguns são melhores pra atacar, outros são melhores pra defender, alguns são melhores num mapa, outros são melhores em outros mapas. Você pode sempre trocar de herói apertando H enquanto estiver dentro da base. Geralmente trocamos de herói quando morremos e, ao renascer, escolhemos outro herói que seja mais adequado para a situação atual do mapa em que estiver jogando. Isso dá dinâmica ao jogo e aumenta a dificuldade em se tornar um verdadeiro especialista em Overwatch, ou seja, se seu time precisa que você deixe de ser uma Tracer e passe a ser um Reinhardt e você não sabe jogar de tank, ou joga mal, a chance de vocês perderem aumenta.

Os mapas e seus objetivos são interessantes. Os mapas do fim de semana foram básicamente o Rota 66, Hanamura e Nepal. No Rota 66 você precisa levar um carrinho (ataque) até o outro ponto do mapa ou prevenir que esse carrinho chegue nesse ponto (defesa). Em Hanamura e Nepal os times precisam ir até um ponto em disputa no mapa e defender aquele ponto por um determinado tempo. O time que conseguir segurar o ponto durante o tempo necessário, ganha a partida. Os mapas tem relevos diferentes e requerem composições diferentes de time. No mapa Rota 66 o herói Bastion é extremamente usado por quem está fazendo a defesa, mas que pode ser facilmente counterado por um Pharah, por exemplo. Essa diversidade é que deixa o jogo mais interessante. Além de você precisar reagir ao herói adversário você também precisa se adequar ao mapa.

Eu odeio o Hanzo do time adversário. Esse aqui não tem muita explicação não, simplesmente odeio esses Hanzo. Herói chato da poha!

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2 comentários sobre “Overwatch no beta de fim de semana

  1. Tanto Torbjörn qto o Bastion levam um time todo se tiverem um minimo de posicionamento (ou se o time adversário bancar o exército romano e tentar a formação tartaruga).
    O fato do jogo não ser muito “pesado” é ótimo pra quem tem pc do milhão, tipo eu rs.
    O jogo tá mto lindo msm, os ambientes mto legais e os herois são tantos e tão diversificados que fica dificil enjoar do jogo, e sobre a dublagem Pt-Br está mto boa tbm :D

    Curtido por 1 pessoa

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